Como reduzir o custo com abrasivos na sua operação
Reduzir custos com abrasivos é uma tarefa que acontece dentro do ambiente industrial que é possível mas que precisa ser feita de forma inteligente.
No chão de fábrica, o preço pago por um disco, rebolo ou lixa representa apenas o começo da conversa.
A frequência de troca, o tempo que foi gasto em cada ação, o número de peças produzidas e até o retrabalho causado por um acabamento inadequado também precisam estar nessa conta.
Para descobrir onde realmente existe espaço para economia, a Provalin te mostra como olhar para o consumo e para o desempenho do abrasivo dentro da operação.
O preço do abrasivo não é o mesmo que o custo da operação
Imagine duas opções para a mesma etapa de produção, o primeiro abrasivo custa R$ 10 e consegue produzir 20 peças antes de ser descartado. O segundo custa R$ 18, mas permite produzir 50 peças.
O segundo produto tem um preço de compra maior. Ainda assim, seu custo por peça é menor.
Indicador | Abrasivo A | Abrasivo B |
Preço por unidade | R$ 10 | R$ 18 |
Peças produzidas | 20 | 50 |
Custo por peça | R$ 0,50 | R$ 0,36 |
O exemplo é simples, mas mostra por que o preço unitário não deveria ser o único critério utilizado pelo setor de compras.
Na indústria, também é necessário considerar o tempo de trabalho. Se determinado abrasivo exige mais tempo para remover a mesma quantidade de material, a diferença aparece na mão de obra, no consumo de energia e na utilização da máquina.
A conta fica ainda mais relevante em processos de grande volume.
O armazenamento também influencia o custo dos abrasivos
O desperdício pode começar antes mesmo de o abrasivo chegar à máquina.
Condições inadequadas de armazenamento podem afetar determinados componentes dos produtos abrasivos. Umidade, calor, exposição direta ao sol e movimentação incorreta são fatores que merecem atenção.
A recomendação mais segura é seguir as condições de armazenamento indicadas pelo fabricante de cada produto.
Também é importante manter os abrasivos organizados e protegidos em suas embalagens originais sempre que essa for a orientação do fabricante. Isso reduz a exposição desnecessária às condições do ambiente e facilita o controle do estoque.
Como escolher o abrasivo pensando em produtividade?
Depois de controlar o processo, chega a hora de avaliar se a especificação utilizada realmente faz sentido para a operação.
O primeiro passo é observar o material trabalhado. Aço carbono, aço inoxidável, alumínio e outros metais podem exigir abrasivos diferentes.
Também é importante entender a intensidade da operação. Uma ferramenta utilizada durante alguns minutos por semana possui uma necessidade diferente daquela submetida a vários turnos de produção.
É preciso considerar a comparação de rendimento.
Uma ficha de acompanhamento simples pode registrar quantas peças são produzidas por abrasivo, quanto tempo cada peça leva para ser processada e quantas trocas são necessárias durante o turno.
Com alguns ciclos registrados, fica muito mais fácil identificar qual produto realmente apresenta melhor custo-benefício.
Quais fatores aumentam o consumo de abrasivos?
Nem sempre o consumo elevado significa que o abrasivo é ruim. Muitas vezes, o próprio processo está acelerando o desgaste.
Pressão excessiva durante o trabalho
Aplicar mais força sobre a ferramenta não significa necessariamente remover mais material.
Dependendo do abrasivo e da aplicação, a pressão excessiva pode aumentar o desgaste e prejudicar o acabamento da peça. Em operações manuais, a técnica do operador tem influência direta sobre o consumo.
O treinamento ajuda justamente nesse ponto. Pressão, movimentação e forma de contato precisam estar de acordo com a aplicação e com as orientações do fabricante.
Rotação inadequada
A velocidade da ferramenta também precisa de atenção.
Cada abrasivo possui especificações próprias de utilização. Em discos flap, por exemplo, a rotação máxima indicada pelo fabricante precisa ser respeitada e deve ser compatível com a ferramenta utilizada.
Trabalhar acima da especificação pode comprometer a segurança do conjunto e acelerar o desgaste.
Escolha inadequada do grão
O material da peça e o tipo de operação devem orientar a escolha do abrasivo.
Óxido de alumínio, zircônia e grãos cerâmicos apresentam características diferentes. Utilizar uma especificação inadequada pode resultar em baixa produtividade, desgaste prematuro ou acabamento insatisfatório.
Quando um disco flap de maior desempenho pode reduzir custos
Em determinadas aplicações, pagar mais por um abrasivo de maior desempenho pode fazer sentido.
Um disco flap desenvolvido em atacado para desbaste pesado, por exemplo, pode apresentar maior capacidade de remoção e manter um bom desempenho por mais tempo.
Se isso reduzir o número de trocas e o tempo necessário para concluir cada peça, o custo inicial mais alto pode ser compensado.
O tipo de grão tem papel importante nessa escolha.
O óxido de alumínio costuma ser utilizado em aplicações gerais e pode apresentar uma alternativa econômica para determinados trabalhos.
A zircônia oferece maior resistência e é encontrada em soluções destinadas a operações de desbaste mais exigentes.
Já os grãos cerâmicos são utilizados em abrasivos de alto desempenho, especialmente em aplicações que exigem elevada taxa de remoção de material.
Não existe um grão que seja automaticamente a melhor escolha para todas as operações. A especificação precisa acompanhar o material e o processo.
Em aplicações severas, vale avaliar também um disco flap de cerâmica e comparar seu rendimento com o produto atualmente utilizado.
Reduzir custos começa por medir o processo, faça com a Provalin!
A maneira mais inteligente de reduzir custos com abrasivos é deixar de avaliar somente o preço de compra.
Quando o assunto é o consumo, tempo de operação, rendimento, descarte e o retrabalho (tópico importante a ser considerado) formam o mais real da realidade. Com essas informações em mãos, é mais fácil identificar desperdícios e escolher abrasivos que façam sentido para cada etapa da produção.
A Provalin trabalha com componentes plásticos técnicos para o mercado de abrasivos, desenvolvendo suportes e soluções de injeção conforme as necessidades do projeto.
Se sua empresa precisa fazer ou aprimorar componentes para abrasivos, a equipe da Provalin pode avaliar a aplicação e indicar uma solução adequada!
Perguntas frequentes
1. Um abrasivo mais caro pode ser mais econômico?
Sim. O preço unitário não mostra sozinho o custo da operação. Um abrasivo mais caro pode apresentar maior rendimento, produzir mais peças por unidade e exigir menos trocas.
2. Como saber se minha empresa está consumindo abrasivos demais?
Comece relacionando a quantidade de abrasivos consumida com o número de peças produzidas. Também acompanhe frequência de troca, descarte, tempo de operação e retrabalho.
3. O operador influencia o consumo de abrasivos?
Sim. Pressão excessiva, ângulo inadequado, movimentação incorreta e utilização fora das condições recomendadas podem acelerar o desgaste e comprometer o resultado.
4. O armazenamento pode reduzir a vida útil dos abrasivos?
Pode. Condições inadequadas de armazenamento podem prejudicar as características de determinados abrasivos. As recomendações específicas do fabricante devem ser seguidas para cada produto.
5. O costado interfere no desempenho de um disco flap?
Sim. O suporte contribui para a estabilidade e o comportamento mecânico do conjunto. Geometria, material, resistência e precisão dimensional são características importantes na fabricação.
