Pular para o conteúdo
Loja Virtual

O que significam os grãos 40, 60, 80 e 120 nos abrasivos?

O que significam os grãos 40, 60, 80 e 120 nos abrasivos?

O que significam os grãos 40, 60, 80 e 120 nos abrasivos? 

Se você já comprou uma lixa e ficou em dúvida sobre o que significam números como 40, 80, 120 ou 220, a resposta está na granulometria do abrasivo. 

Entender o que significa grão do abrasivo ajuda a escolher o produto adequado para cada etapa do trabalho e evita usar uma lixa agressiva demais ou fina demais para a operação. 

Para simplificar: quanto menor o número, maiores são as partículas abrasivas e mais agressivo tende a ser o desbaste.

À medida que a numeração aumenta, as partículas ficam menores e o acabamento se torna mais fino. 

Só que existe um detalhe, a numeração segue sistemas de classificação específicos, isso explica algumas diferenças entre produtos aparentemente iguais e a Provalin vai te explicar melhor sobre o assunto agora!

O que é o grão da lixa e como ele é definido?

Afinal, o que é o grão da lixa? É a classificação relacionada ao tamanho das partículas abrasivas utilizadas no produto. 

Essas partículas são separadas de acordo com padrões granulométricos para formar faixas de tamanho controladas.

Nos abrasivos revestidos, como folhas, discos e algumas cintas, a letra P antes do número indica a classificação FEPA. 

Assim, P80, P120 e P220 pertencem à escala de grãos FEPA para abrasivos revestidos. 

A FEPA estabelece faixas de tamanho para os macrogrãos e utiliza processos de peneiramento para determinar a distribuição das partículas.

A lógica da numeração é inversa à que muita gente imagina, um P40 possui partículas significativamente maiores que um P220. 

O P40 é indicado para operações mais agressivas de remoção de material, enquanto o P220 trabalha em etapas de acabamento mais fino.

Por isso, olhar apenas para o número não basta, é preciso considerar também o sistema de classificação utilizado.

Tabela de conversão de grãos e aplicações práticas

A tabela abaixo apresenta valores médios de tamanho de partícula para algumas granulometrias FEPA. 

Os valores servem como referência para entender a relação entre numeração e tamanho do grão.

Faixa de grão FEPA

Tamanho médio aproximado

Classificação

Aplicação prática

P40 a P60

425 a 269 µm

Grosso

Desbaste pesado, remoção de material e solda

P80 a P100

201 a 162 µm

Médio

Preparação e nivelamento

P120 a P220

125 a 68 µm

Fino

Refinamento e preparação para acabamento

P320 a P400

46 a 35 µm

Muito fino

Acabamentos mais refinados

Os valores podem variar conforme a especificação e o tipo de abrasivo, a própria FEPA ressalta que a distribuição granulométrica é controlada dentro de faixas, e não representada por uma única dimensão absoluta para todos os grãos.

Por que olhar para a sequência dos grãos é importante?

O número do grão da lixa determina uma parte importante do comportamento do abrasivo. 

Grãos maiores conseguem remover material com mais agressividade e deixam uma superfície com riscos mais pronunciados e os grãos menores fazem uma remoção mais delicada e são utilizados para refinar o acabamento.

Isso explica por que a progressão entre granulometrias é importante. Se uma superfície apresenta riscos profundos deixados por um grão grosso, partir diretamente para uma granulometria muito fina pode tornar o processo demorado. 

O abrasivo fino terá de remover as marcas anteriores antes de produzir o acabamento desejado.

Uma sequência como P80, P120 e P180, por exemplo, permite reduzir gradualmente as marcas deixadas pela etapa anterior. 

A escolha correta depende do material, do abrasivo e do acabamento pretendido, mas pular etapas demais costuma aumentar o tempo de trabalho.

Também é importante não confundir o tamanho médio da partícula com uma profundidade fixa de risco. 

O resultado do lixamento depende de diversos fatores, incluindo pressão, velocidade, tipo de abrasivo, material da peça e construção do produto. 

A granulometria é uma referência fundamental, não uma medida direta da profundidade que cada passada necessariamente produzirá.

Em operações com disco flap, essa escolha também interfere diretamente no desempenho. 

Usar a granulometria adequada ajuda a evitar pressão excessiva sobre o produto e aproveita melhor as tiras abrasivas. 

Para entender como selecionar o grão conforme o acabamento desejado, consulte também o nosso conteúdo sobre qual grão de disco flap usar e conheça as aplicações do disco flap.

Escolher o grão certo melhora o resultado da sua operação!

Na Provalin, a escolha do abrasivo pode ser apoiada pela análise da aplicação, do material e do acabamento desejado.

A engenharia de aplicação e o catálogo de produtos ajudam a especificar a solução adequada para cada operação industrial.

Se você precisa consultar a nossa tabela, entre em contato conosco através dos canais de atendimento e surpreenda-se com a excelência dos modelos!

Perguntas frequentes

1. O que é o costado e como ele afeta a fixação do grão abrasivo?

O costado é a base sobre a qual o abrasivo é aplicado. Pode ser produzido com materiais como papel, tecido, combinações de papel e tecido, filme de poliéster ou fibra vulcanizada. Sua construção influencia características como resistência, flexibilidade e capacidade de adaptação à superfície.

2. Qual é a diferença entre lixamento a seco e lixamento a úmido?

No lixamento a seco, o processo ocorre sem a utilização de líquido. No lixamento a úmido, a água atua na região de contato, ajudando no controle de temperatura e na remoção de resíduos. A escolha do processo deve considerar o abrasivo e o material trabalhado, já que nem todo produto é desenvolvido para uso com líquido.

3. Como saber se os grãos do abrasivo perderam o corte?

A perda de desempenho costuma aparecer na prática: o operador precisa aumentar a pressão, o processo fica mais lento, há aumento da geração de calor e a remoção de material diminui. Continuar forçando um abrasivo desgastado raramente compensa.

4. Por que grãos de cerâmica e zircônia podem apresentar maior durabilidade?

A composição e a estrutura desses abrasivos favorecem mecanismos de renovação das arestas de corte durante o trabalho. Em condições adequadas de pressão e aplicação, microfraturas podem expor novas arestas abrasivas, mantendo a capacidade de corte por mais tempo.

5. Qual é o perigo de lixar aplicando força excessiva sobre a ferramenta?

Pressão excessiva pode aumentar o atrito e a temperatura, reduzir a eficiência do corte e acelerar o desgaste do abrasivo. Em vez de melhorar o rendimento, o excesso de força pode diminuir a vida útil do produto e prejudicar a superfície trabalhada.


Voltar para o blog